tu és a personificação de cada fantasia que os meus lençóis guardam em segredo.
és o eufemismo da castidade que por ti abrigo.
a enumeração dos meus devaneios.
tu és a anáfora que inicia cada verso da minha lírica
frase da minha prosa.
estória da minha odisseia.
a hipérbole da dor desta ferida que não se sente.
és a antítese de cada um dos meus actos.
a aliteração em teu nome que se me escapa da boca.
as metáforas com que enalteço o dialecto que para ti criei.
09 agosto, 2008
01 agosto, 2008
31 julho, 2008
eterna bebedeira.
são eles, os teus olhos, que me prendem em mil agonias e pânicos.
vivo à sua mercê.
cada lágrima tua é água com que engano a sede.
vou enchendo a garrafa disto.
do remorso de infidáveis bebedeiras de mentiras e romance.
cada gole, cada tormento.
e agora diz-me meu amor, que é feito do barril de ti que enchi, incessante, durante mil dias e mil noites?
o que resta de cada pedaço que, estúpida, fui recolhendo de nós?
sobram gotas no fundo do copo.
e agora bebo.
bebo não para esquecer.
bebo para me lembrar de ti.
bebo para me relembrar de nós.
vivo à sua mercê.
cada lágrima tua é água com que engano a sede.
vou enchendo a garrafa disto.
do remorso de infidáveis bebedeiras de mentiras e romance.
cada gole, cada tormento.
e agora diz-me meu amor, que é feito do barril de ti que enchi, incessante, durante mil dias e mil noites?
o que resta de cada pedaço que, estúpida, fui recolhendo de nós?
sobram gotas no fundo do copo.
e agora bebo.
bebo não para esquecer.
bebo para me lembrar de ti.
bebo para me relembrar de nós.
27 julho, 2008
morre em mim.
eis que encontro o único pretexto lógico porque continuo acorrentada a ti, qual prisioneira de um éden imaginário.
é esta demência. insensatez. cegueira.
este prazer masoquista que come e cospe as minhas entranhas tão entranhadas de ti.
não consigo limpar da minha memória gigante as gicantescas e ociosas horas de espera a que me submeteste. e em troca de quê? - questiono-te.
em troca de um aperto ternurento que só me faz jurar que o que sentes por mim é o que eu creio ser amor?
em troca dessas esmolas de fidelidade momentânea?
promíscuo,
foi cada beijo que me deste com os dentes.
cada festa que me passaste no rosto com as unhas.
cada palavra que, aos sair da tua boca, se transformava em pura e crua pornografia.
e a minha consciência odeia-me.
é esta demência. insensatez. cegueira.
este prazer masoquista que come e cospe as minhas entranhas tão entranhadas de ti.
não consigo limpar da minha memória gigante as gicantescas e ociosas horas de espera a que me submeteste. e em troca de quê? - questiono-te.
em troca de um aperto ternurento que só me faz jurar que o que sentes por mim é o que eu creio ser amor?
em troca dessas esmolas de fidelidade momentânea?
promíscuo,
foi cada beijo que me deste com os dentes.
cada festa que me passaste no rosto com as unhas.
cada palavra que, aos sair da tua boca, se transformava em pura e crua pornografia.
e a minha consciência odeia-me.
25 julho, 2008
24 julho, 2008
más fortunas.
anda, pisa o palco e esmaga o medo.
entrega-te ao declamar desses versos escritos sem razão.
grita-os.
sente-os.
vive-os.
agarra o punhal e espeta-o no ventre.
sangra.
rebola.
elouquece.
quando as cortinas se abrirem e os rostos dissimulados da plateia te enternecerem de raiva...
explode!
finge reconheceres-te no espelho.
e parte-o.
o narcisismo morre.
entrega-te ao declamar desses versos escritos sem razão.
grita-os.
sente-os.
vive-os.
agarra o punhal e espeta-o no ventre.
sangra.
rebola.
elouquece.
quando as cortinas se abrirem e os rostos dissimulados da plateia te enternecerem de raiva...
explode!
finge reconheceres-te no espelho.
e parte-o.
o narcisismo morre.
és tu e os figurantes.
despe-lhes a roupa.
viola-os. um a um.
ordena aos insensíveis que saiam da sala.
hoje o espectáculo é um acto de amor sobre-humano.
ordena aos insensíveis que saiam da sala.
hoje o espectáculo é um acto de amor sobre-humano.
27 junho, 2008
O início.
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