24 abril, 2009

há muito que institucionalizei princípios de igualdade, no entanto ainda sinto a impotência dos meus (quase) 17 anos que me impede de levantar a bandeira vermelha com a foice e o martelo cruzados jurando a vitória do comunismo sobre esse monstro capitalista.
amanhã faz trinta e cinco anos que o cravo matou a espingarda, que os meninos se juntaram à volta da fogueira e aprenderam o que custa a liberdade, faz trinta cinco anos que, num grito estrangulado, se proclamou o fim de mais de meio século fechados ao mundo, mais de meio século de ditadura e opressão. de dentro dos tanques, ecoou um rufo de tambores imaginários, um aplauso infinito, a todos aqueles que apagaram a palavra fascismo da constituição portuguesa aos vinte e cinco dias do mês de abril do ano de 1974.

12 comentários:

Débra disse...

Gostei deste texto :D
tá mesmo bem escrito.
Um beijinho*

AnaLuísa disse...

o texto está muito bom mesmo, mas não sejas tão precipitada.
devemos com orgulho festejar o dia da nossa liberdade e honrar quem foi a nossa voz.
mas com o 25 de abril, Portugal deixou de ter uma ditadura para passar a ter outra. essa sim, guiada pelo comunismo.

adoro esta data mesmo. arrepio-me com a união e solidariedade que se sentem. gostei muito deste texto :) *

Pedro Antônio disse...

Ei, David!

A sua presença é sempre algo especial no meu blog! Muito obrigado!

Sobre o seu texto: gostei de ver! Garoto politizado! Parabéns!`

Abração.

Pedro Antônio

João disse...

ainda ha tanto para mudar... a verdadeira revolução ainda nao chegou.. revolução de mentalidades. Gostei do Blog.. estarei por cá.. Um abraço. ^^)

Joana Éme. disse...

Liberdade descrita assim é um tão grandioso elogio à revolução.

Paladar disse...

Não tenho (quase) nenhuma experiência de vida, mas tenho a sensação que cada vez mais o presente está a ser pior do que o passado.
Este dia marcou uma grande mudança :)

Beijinho David.

Willy Antoni Abreu Oliveira disse...

Tenho apenas de dizer que não conheço nenhum país onde se tenha tentado instaurar um regime comunista sem causar instabilidade, depressão sócio-económica,desagregamento social,exclusão social e outros estigmas que poderia continuar a enunciar.
"Sucesso" e "Comunismo" são palavras que raramente andam juntas.
Cuba?

Monstro capitalista?
A economia assenta na produção de bens, na evolução tecnológica e finalmente na prestação de serviços. Não achas que a produção comunitária, descentralizada, sem cadeias hierarquicas bem definidas e priorizadas leva à ineficiência e ao atraso técnologico?
Mais digo que é impossivel a dissolução de um Estado. É inerente à condição humana a necessidade de alguém para nos guiar e para legislar a nossa actividade; se não fossem políticos era o Santo Papa, como já foi há bastante tempo atrás. Sempre foi assim, e pelo nosso bem, assim sempre será. Até as tribos nativas africanas têm chefes.
Vale também a pena dizer que é absurdo que todas as pessoas possuam os "mesmos" bens, tenham os mesmos vencimentos e tenham acesso às mesmas coisas. Há pessoas mais inteligentes que outras, mais trabalhadoras, mais esforçadas e, mais que esses há malandros e preguiçosos. É justo que ambos recebam o mesmo?

Agora um exemplo que até podes considerar absurdo, mas que para mim,é bastante válido;

Supostamente numa sociedade comunista não há classes sociais.
Na sociedade que presenciamos existem e, regra geral, quanto mais alta a classe, maior a qualidade de vida das pessoas e consequentemente, salvo excepções maior a probabilidade de se ser feliz - atenção que não estou a dizer que um individuo com vencimento de 5000€ seja, necessáriamente, mais feliz que um que aufere 500€; digo sim que a probabilidade de o ser é 10x maior.
Posto isto, imagina que eu vivo numa sociedade comunista em que, como até já se fez em Cuba, o estado - que afinal até tem de existir - divide os bens de primeira necessidade pelo zé povinho. Dão um kg de arroz, um de feijao e um de morangos a toda a gente. Mas eu não gosto de feijão. O meu vizinho do lado gosta de tudo o que lhe deram e vai ser mais feliz que eu. Se eu tivesse a oportunidade de escolher em vez de comprar morangos comprava laranjas que eu até gostava mais, mas como não tenho não como e sou infeliz. Mas, esquece... No comunismo, como se torna toda a gente igual - pobre (enquanto que o Estado - que como já disse tem de existir- enche os bolsos -) não há lugar a esquesitisses. O problema é que não é só a alimentação... É a comunicação social, a educação, a saúde, tudo impingido à lei do martelo e da foice.

A igualdade não é um adjectivo que se aplique ao ser Humano. Somos o ser mais individual que existe.

Tão mau como o fascismo foi, o comunismo o seria. Mais neste país que nem se sabe governar democraticamente, quanto mais com políticas ultrapassadas e utópicas. O progresso e a evolução assenta na capitalização.
Comunismo é regredir à idade média. Seriamos todos camponeses a trabalhar para o Estado, supremo senhor Feudal. Ao fim e ao cabo o comunismo é concentrar a riqueza nas mãos de um grupo previligiado que de vez em quando lá abre a mão ao povo de olhos vendados - ou não.

Mais digo que o pior que aconteceu a este país foi a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910. A nossa monarquia teria evoluido para uma monarquia democrática como a espanhola, a inglesa e por aí fora e teriamos evitado aqueles primeiros dez anos de republica com N governos diferentes gerando toda a instabilidade sócio-politico-economica que levou ao Estado Novo.

Acho que tanto tu como eu somos, contudo, jovens demais para compreendermos na íntegra tudo o que estava na visão de Marx e, por isso, te peço que não leves isto a peito porque é meramente o meu ponto de vista. Somos também novos demais para idealismos politicos, especialmente quando são extremistas.

Desculpa a invasão.

Catarina disse...

trinta cinco anos, muita coisa mudou.
beijinho *

Silvana disse...

Gostas-te? Fico contente :D
Eu adorei o teu texto!

E acho que o 25 de Abril mudou muita coisa...foi marcante, sem dúvida.
Mas sabes o que é que eu realmente acho? Acho que precisávamos era de OUTRO 25 de Abril de 2009...ainda falta mudar muita coisa, muitas mentalidades, muitas injustiças.

Um beijinho :*

P' disse...

Tens um geitinho especial para escrever , seja o que for.

Ana Moreira disse...

Rita, és um génio!

Davi(d) disse...

concordo com a Ana, companheira. <3