18 outubro, 2008

não, nunca lhe contarei aquela noite. jamais saberá o quão bonita estava, deitada na calçada, com um copo de champagne entornado sobre o vestido púrpura. um sorriso brotava dos seus lábios secos, muito roxos do frio.
delicadamente, descalçei-lhe os sapatos muito pretos e muito altos e pu-la em pé. encostei-a ao meu peito e oh! ainda estava quente. dançámos lentamente, descalços, e eu beijei-lhe a face rosada vezes sem conta.
no dia a seguir, foi o seu enterro.
o meu amor por ela tornara-se uma doença crónica.

4 comentários:

Qel disse...

mas q senhor texto! Deu até p'ra o imaginar qual cena de um romance!

É uma delicia vir aqui e ler-te (: *

Cátia Vieira disse...

maravilhoso, os textos estão cada vez mais fascinantes!
adoro mesmo vir aqui ler-te (:
beijinho*

Ana Moreira disse...

Vocês são talentosos!

Davi(d) disse...

como eu adoro "descobrir-te" companheira :D que texto fascinante.

Falar aqueles bocadinhos contigo faz-me mesmo bem <3