16 janeiro, 2009

oh minha coimbra, como eu te amo minha cidade! como eu amo o odor a boémia que assalta qualquer olfato nas tuas monumentais, a eloquência com que se impõe o mármore dessas escadas faz jurar que, em tempor passados, houve poetas e médicos e advogados e gentes de saber e vaidade de nome, que as subiram e desceram na ânsia de conquistar o teu respeito, oh minha coimbra do coração! as águas do teu rio perpetuaram os amores trágicos da história do nosso portugal e oh! quantos mil moços a ti te cantaram mil serenatas que lhes enxiam a alma, oh minha cidade desigual!
o combóio traz todos os dias até ti leigos de toda a europa que te querem conhecer. chegam assustados, com uma mala enorme onde te querem enfiar juntamente com a roupa suja e os produtos de higiene e levar-te de volta com eles, para os seus países. oh santa ignorância, uma vez na torre da mais velha universidade deste velho continente, os leigos sentem-se esmagados com a tua grandeza que não se prende a hectares, é antes uma grandeza de espírito. és, minha cidade, novamente aos olhos dos estrangeiros, a coimbra da revolução, és a queima da capa e da batina, és o cravo que matou a espingarda.
no regresso, os leigos acabam por enxer a mala de sonhos e encaixar-te no coração.

5 comentários:

Ana Pliim disse...

Coimbra <3

Sempre será a melhor :)*

Davi(d) disse...

excelente texto companheira. para mim, é um dos melhores que já escreveste! <3

MafaldaMacedo disse...

um texto capaz de fazer surgir o bichinho da curiosidade em nós, e visitar tão falada cidade (:

Davi(d) disse...

Pois foi companheira. Fiquei tão maravilhado. O nosso esforço é reconhecido :')
<3

Jo. disse...

Coimbra é tão bela que sabe sempre a pouco.

;) adorei cada expressão!