13 outubro, 2009

os corpos.
os corpos nus e mortos.
sempre os corpos.
sempre a nudez
e sempre a morte,
a morte dos corpos.
mato-o quando não sei o que fazer dele,
o que fazer com o meu corpo.
o que fazer com a nudez.
o que fazer com os restantes corpos.
e com as suas respectivas nudez.
queria apropriar-me da minha libido,
de todo o meu erotismo,
da minha eventual sensualidade.
queria expor-me.
ser eu, e conseguir escrever o meu nome com maiúsculas.
queria-me toda.
fazer amor comigo mesma.
penetrar-me de prazer e de razão.
escrever-me cartas infinitas onde estivesse presente o infinito desconhecimento de mim,
do meu corpo,
da minha nudez,
da minha morte.

11 comentários:

Zita disse...

Grandioso... Mais uma vez =)

*

Ana Moreira disse...

olha, fodasse, nunca vi nada assim! também eu te qeria ter toda; apropriar-me de ti! Garanto-e que vou sempre conseguir escrever o eu nome em leras maiúsculas, RITA LUCAS!

Silvana disse...

tenho um miminho para ti no meu blog :)

beijinho

Martina S' disse...

é poesia. mais do que simples ideias apanhadas de algo de alguém.
és tu aqui retratada, e isso é belo de se sentir enquanto se lê.
muito bonito, adorei realmente

Margarida disse...

genial.

Poppins disse...

Mais uma vez, mágnifico!

Silvana disse...

de nada :)

e ainda falta dizer que este texto está lindissimo.
^^ como todos os outros.

Diana Machado disse...

Adorei. Por acaso também adorava foder comigo! Mesmo que ensines alguem a fazer o teu prato favorito ele nunca te irá saber tao bem como te sabe quando es tu que o preparas.
:) crazy

filipa disse...

está tão perfeito david :)

Patricia disse...

Este blog é indispensável sem dúvida. São os melhores textos do mundo dos blogs, parabéns : )

J. disse...

ainda vai chegar o dia em que estes textos vão ser estudados nas aulas de Português x)
ADORO.